É praticamente isto

 

            Sou “betinha”, sou desportista”, sou “dread”, sou “gótica”, sou “emo”, sou estranha, sou maluca, sou normal, sou popular para os que m conhecem, sou inteligente, sou distraída, sou um bocadinho gorda e um bocadinho magra, sou feliz e tenho tudo que mais queria, sou a Maria, prazer. Não me recordo de ter nascido, de mamar na maminha da minha mãe, de comer a minha primeira “papa” ou de dizer a minha primeira palavra. Não me lembro de ter furado as orelhas com poucos meses, do meu primeiro dia no infantário, da minha primeira festa de Aniversário, quando eu fiz apenas um aninho, do meu baptizado, de ir com o meu ai ver o meu novo irmão, de largar a chupeta, não me lembro de absolutamente nada, até mais ou menos os meus  7 8 anos. Mas como é que é possível?! Como uma coisa destas pode acontecer?! Será que o nosso cérebro só começou a funcionar na primeira classe?! E antes éramos como “anormaizinhos” que andavam por aí sem saber o que fazer\pensar? Muitas pessoas, ao se depararem com estas questões, ou retóricas, como lhe queiram chamar, ficam realmente muito tristes, porque infelizmente não têm a sorte de ter gravações e fotografias desde o seu nascimento à actualidade. Eu sou a tal sortuda que tem essas gravações e garanto-te que não éramos “anormaizinhos” e sabíamos o que fazer\pensar, chateávamos toda a gente, partíamos coisas, gritávamos, brincávamos e éramos ou pelo menos eu era, muito feliz. O único motivo por não nos recordarmos é porque até ao primeiro ano, quando já se tem 5 6 anos, não tínhamos o cérebro tão desenvolvido e na idade de por exemplo dos dois anos não tínhamos capacidade para memorizar as coisas. Para chegar a esta brilhante conclusão, não fiz nenhum estudo, só são suposições tiradas de uma menina de 14 anos, por isso não te fies muito nisto.

            Pelas horas, dias, semanas, meses, que perdi a ver as minhas fotos e vídeos desde o meu nascimento aos seis anos, não houve grandes acontecimentos interessantes, por isso vamos começar na época em que aprendi um mais um igual a dois. Para começar essa época não correu muito bem logo de início. Um homem alto, loiro, cabelo liso, com calcinhas justinhas e com alto estilo a quem eu chamo pai, reparou que eu não estava a ver bem e por isso aos seis anos comecei a usar óculos. Ao princípio ate teve alguma piada, porque tinha um ar de intelectual, mas depois, “esquece”!! Odiava usar óculos, primeiro não podia dançar à minha vontade, que eles voavam e aterravam no chão e depois todos sabemos que os rapazes não apreciam raparigas com óculos. Contudo, não tinha alternativa, se os rapazes não olhavam para mim, então eu olhava para eles, já que sem óculos não o podia fazer.

            Foi com apenas seis anos que o meu grande sonho de ser uma fantástica bailarina, e dançar nas melhores escolas do mundo começou. Dançava ballet, era sem dúvida a melhor bailarina da minha classe. Actuei em muitos sítios, lembro-me de actuar na Feira da Arte, a minha bisavó ainda era viva e ela ficou tão orgulhosa de mim. Nunca irei esquecer-me dela, “Botim” que era como lhe chamávamos faleceu  à pouco tempo, era como um ídolo para mim, pela sua coragem, força, pela vontade que ela de viver a vida. Sabes, ela foi uma mulher lutadora pelo povo, revolucionária e tenho muito orgulho de ser descendente.

            Uns anos depois, sonho acabou, também por as classes não evoluíam, não serem mais exigentes e também porque o ballet não ser o estilo de dança ideal para mim Quando abandonei o ballet, o engraçado foi que todas as meninas que andavam comigo nas classes, também desistiram, talvez por abrirem os olhos e repararem que já não aprendiam nada lá, ou porque eu era sensacional e eu era o ídolo delas, só sei que foi por alguma coisa…

 

Continua ...

 

Desafio :

Continua a história, nem que seja pelo menos um parágrafo. Escreve no Forúm da página inicial, " Desafio - Continuação do texto", que depois eu vou actualizando e juntando cada pedacinho que escrevam, e formaremos de certeza algo de excepcional. Sê origianal. Atreve-te !

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